
(jovem Lenine)
Stalin apoiou sem hesitações a linha bolchevique desde a primeira hora, desde que leu
Que Fazer?, de Lenine. Segundo o historiador (não comunista) Ian Grey, era uma decisão que «requeria convicção e coragem. Lenine e os bolcheviques tinham pouco apoio na Transcaucasia».
Em 1905, o líder georgiano dos mencheviques, Zhordania, publica uma crítica às teses bolcheviques, defendidas por Stalin, sublinhando porém a importância de Djugashvili no movimento revolucionário georgiano. Durante o mesmo ano, Stalin defende, contra os mencheviques, no seu trabalho Levantamento armado e a nossa táctica, a necessidade de luta armada para derrubar o czarismo.
Stalin tem 26 anos quando conhece Lenine no Congresso dos bolcheviques na Finlândia, em Dezembro de 1905.
Intensifica-se a actividade revolucionáriaEntre 1905 e 1908, o Cáucaso conheceu uma intensa actividade revolucionária. A polícia contou 1150 «actos terroristas» e Stalin assumiu um papel destacado. Nos anos de 1907 e 1908, Stalin, juntamente com Ordzhonikidze e Voroshilov (o secretário do sindicato dos trabalhadores do petróleo), dirige uma importante luta legal entre 50 mil trabalhadores do sector petrolífero. Graças à luta, os trabalhadores conseguem o direito de eleger representantes dos trabalhadores para participar em reuniões para discutir os acordos colectivos. Lenine saudou esta luta, que teve lugar num momento em que a maioria das células revolucionárias na Rússia tinham deixado de funcionar.
Em Março de 1908, é novamente capturado e condenado a dois anos do exílio. Mas em Junho de 1909, volta a evadir-se e vai para Baku, onde encontra o Partido em crise e o jornal sem ser publicado. Três semanas após o seu regresso, o jornal volta a ser publicado. Num artigo, Stalin considera que «seria estranho pensar que jornais publicados no estrangeiro, longe da realidade russa, possam alguma vez servir para unificar o trabalho do Partido».